O que Michel Alcoforado e Vintage Culture têm em comum?
Como o antropólogo Michel Alcoforado e o DJ Vintage Culture ajudam a entender posicionamento, micromovimentos e a construção de comunidades de marcas no digital.
Paula Araújo
1/12/20262 min read


Já parou para pensar em como dois universos aparentemente distantes — o da pesquisa social e o da música eletrônica — podem se encontrar em um ponto em comum chamado estratégia de comunidade?
Foi assistindo a uma entrevista com o PhD em Antropologia do Consumo, Michel Alcoforado, no podcast Branding em Tudo, que essa conexão ficou evidente. Michel explicava como marcas fortes, hoje, não estão apenas vendendo produtos. Elas estão organizando comunidades. Criando símbolos, experiências, laços.
Na sequência, veio à mente um outro nome: Vintage Culture. Ou melhor, Lukas Ruiz — o artista por trás de um dos maiores fenômenos da cena eletrônica mundial. E aí a provocação se formou: o que o ponto de vista de um antropólogo tem a ver com o trabalho de um DJ?
A resposta é simples: tudo.
Estratégia não é só calendário. É construção de ecossistema
Vintage Culture não virou referência apenas por lançar músicas. Ele construiu narrativas. Criou experiências imersivas com seus fãs. De marca de roupas a festas que carregam o seu DNA e, mais recentemente, o selo Affairs (onde mistura moda, som e lifestyle), Lukas expandiu sua atuação com inteligência e visão de longo prazo.
Ele entendeu que não basta aparecer e lançar novas tracks. É preciso organizar sentidos. Dar forma àquilo que conecta. Criar pertencimento.
E o mais impressionante: fez isso de forma tão autêntica que hoje suas músicas e projetos não são só produtos, são pontos de encontro para uma comunidade que compartilha um estilo de vida.
Como isso se aplica a você?
Como uma mulher que representa seu próprio negócio nas redes, talvez você esteja se perguntando: “Ok, mas como aplico isso na minha realidade?”
Simples. Sua comunicação também pode (e deve) deixar de ser um monte de postagens avulsas para se tornar um espaço de encontro e afinidade com quem compartilha valores com você.
Um exemplo claro de como esse posicionamento faz diferença (positiva ou negativa) é a Nike. Por muitos anos, a marca foi sinônimo de performance e produto. Mas, recentemente, começou a perder conexão com parte da sua audiência por silenciar os micromovimentos que estavam se formando em torno de estilos de vida mais diversos, mais representativos, mais comunitários. Ao focar apenas no produto, deixou de escutar as conversas que poderiam fortalecer ainda mais sua marca.
As pessoas não querem mais uma vitrine do que você faz. Elas querem se sentir parte de algo maior.
O planejamento estratégico é o elo
O pilar que faz do seu conteúdo digital um espaço de pertencimento é o planejamento estratégico. Ele mostra onde estão os gaps, o que precisa ser reposicionado e como construir uma comunicação que gere compatibilidade — e não só engajamento momentâneo.
Se o seu conteúdo ainda não provoca conversas, não inspira identificação e não fortalece sua reputação, talvez esteja na hora de mudar a rota.
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